PE Xixová-Japuí
SP

estatísticas da área

Espécies registradas::
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Áreas de Observação

Parque Estadual Xixová-Japuí

Trata-se de unidade de conservação situada na Região Metropolitana da Baixada Santista, cuja área de 901 hectares espalha-se pelos municípios paulistas de São Vicente (347 hectares) e Praia Grande (554 hectares), sendo 600 hectares em terra e o restante em faixa marítima.

Além do ecossistema marinho de sua parte submersa, o parque possui Florestas Ombrófilas Densas (Submontana e de Terras Baixas), costões rochosos, praias e vegetação de restinga. A altitude vai de 0 a 293 metros.

Segundo o Plano de Manejo, ‴A biodiversidade do PEXJ é reflexo da gama de ecossistemas que abrange, além da Mata Atlântica, as praias, os costões rochosos e a porção marinha próxima aos estuários de Santos e São Vicente. Apesar do histórico de ocupação, ao reunir diversas fontes de informação, além dos levantamentos da AER, estima-se um total 456 espécies vegetais, compreendendo 294 gêneros e 106 famílias botânicas. No que se refere a vertebrados, foram identificadas 319 espécies, dos quais 13 são mamíferos terrestres, 21 mamíferos marinhos, 87 aves, 21 anfíbios, 35 répteis terrestres, 5 répteis marinhos e 137 peixes. Há também registros de 68 taxons de zooplâncton, além dos fitoplânctons, bentos consolidades e não consolidados.‴

AVIFAUNA

‴Em relação ao PE Xixová-Japuí, existe apenas uma lista não publicada (Olmos, 2004) que identificou 142 espécies de aves. Durante as duas etapas de campo foram registradas 87 espécies de aves, considerando todas as áreas de amostragem (Anexo 5). No setor Japuí o número de espécies registradas foi de 77, e no setor Xixová esse número foi de 51 espécies. Em relação a espécies ameaçadas de extinção, foram registradas Thalasseus maximus (Trinta-réis-real) considerada como Vulnerável pela lista do estado de São Paulo da SMA (São Paulo, 2008) e pela lista nacional do Ibama de 2003; Thalasseus sandvicensis (Trinta-réis-de bando) considerada como Vulnerável na lista SMA (São Paulo, 2008). Estas duas espécies foram registradas pousadas na praia do Paranapuã e na ponta da Praia Grande, na área sob responsabilidade do Exército, onde é proibida a visitação do público. O número máximo de indivíduos contados foi de 10 trinta-réis-de bando e 38 trinta-réis-real. Na mesma ocasião, foi registrado um total de 187 gaivotões. A presença destas aves ressalta a importância de manutenção das praias limpas e com circulação muito restrita de pessoas, animais e veículos. Essas informações confirmam a importância da UC para aves migratórias, porém a maior concentração de aves migratórias ao longo do litoral de São Paulo se encontra em áreas de manguezais, onde existem extensos bancos de lama, com abundância de alimento. No caso do Xixová-Japuí o único habitat disponível para aves migratórias limícolas e marinhas são as praias arenosas.

Nas áreas de mata, duas espécies com interesse especial também foram registrados na UC: o beija–flor-rajado (Ramphodon naevius) e o tiririzinho-do-mato (Hemitriccus orbitatus), ambas classificadas como Provavelmente Ameaçada segundo a IUCN/BirdLife International (2009). Esta categoria engloba espécies que se encontram presumivelmente ameaçadas de extinção, mas os dados disponíveis ainda são insuficientes para se chegar a uma conclusão, no entanto caso as tendências populacionais e de ameaças a espécie ou habitats continuem se mantendo da forma atual, ambas poderão ser consideradas como ameaçadas em uma próxima revisão da lista. As duas espécies também são endêmicas de Mata Atlântica e características e dependentes de matas de baixada. Em relação ao levantamento quantitativo, através do método de pontos foram registradas 33 espécies de aves, sendo 28 espécies no setor Xixová e 20 no setor Japuí (Anexo 6). As duas espécies mais abundantes foram o tangará-dançarino (Chiroxiphia caudata) e o chupa-dente (Conopophaga melanops). As duas espécies são características de sub-bosque, sendo que o tangará é frugívoro e o chupa-dente insetívoro. São duas espécies dependentes de floresta para sobreviver, mas que não apresentam alta exigência em relação à qualidade da mata, podendo viver mesmo em áreas fragmentadas (Develey, 2004). Também foram registrados, aves frugívoras de médio e grande, como o tucano-de-bico-preto (Ramphastos vitellinus) e a maitaca (Pionus maximiliani). Estas espécies tendem a desaparecer de áreas fragmentadas ou em matas alteradas, sendo considerados indicadores ambientais da boa qualidade da floresta (Willis, 1979). As duas espécies foram registradas nos setores do Xixová e do Japuí, mas em número reduzido. A boa capacidade de dispersão destas espécies possibilita o seu deslocamento entre as matas situadas na UC e outras matas próximas, podendo até mesmo voar até as encostas da Serra do Mar. Nessas duas etapas de campo não foi registrada nenhuma espécie de cracídeo ou tinamídeo, aves cinegéticas, típicas das matas de baixada próximas a Serra do Mar e que tendem a desaparecer em áreas sob intensa pressão pela caça. Tal ausência ou raridade pode refletir um efeito de caça direta a estas espécies. O grande número de pessoas circulando na mata e o reduzido número de guardas-parque podem facilitar a captura destas aves por caçadores profissionais e amadores. Algumas espécies exóticas foram observadas: o pardal (Passer domesticus), dentro da UC, no entorno de moradias e áreas bem alteradas e o bico-de-lacre (Estrild astrilde), observado em áreas de vegetação aberta e pastagens nas bordas do Parque. Considerando o tamanho da UC e as condições da vegetação (relativamente bem preservada em vários trechos) era de se esperar um maior número de espécies de aves ocorrendo no local. Fatores históricos referentes à exploração destas florestas e o fato da UC estar isolada e praticamente toda inserida em uma matriz urbana, pode explicar a ausência de espécies de aves que originalmente deveriam ocorrer no local. No levantamento de Olmos (2004), foram encontradas 142 espécies no PEXJ, sendo que algumas de fácil registro não foram registradas no presente levantamento. O maior número de aves observadas por esse autor pode ser explicado pelo maior esforço amostral, já que a lista é o resultado de cinco anos de observações.

Mesmo com algumas ausências de espécies, a UC ainda abriga espécies de interesse tanto em relação a sua conservação quanto do ponto de vista científico. Também podem ser observadas espécies de extrema beleza, como o tié-sangue (Ramphocelus bresilius) e as saíras (Dacnis cayana e Tangara cyanocephala). Essas características fazem do PEXJ uma área relevante para realização de atividades referentes à pesquisa e educação, embasando a conservação da Mata Atlântica e ecossistemas associados.‴

História

Como foi formada, eventos relevantes…

Infra-estrutura

Alojamentos, áreas de camping, opções para alimentação…

Últimos registros fotográficos

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Referências